terça-feira, 23 de outubro de 2012

Estamos em guerra

Numa guerra quem mais sofre não são as autoridades, os líderes ou mesmos os soldados, mas as crianças. 

Quem não se lembra da menina Kim Phuc,  vietnamita que foi fotografada nua, chorando, toda queimada, numa das mais épicas fotos de guerra já registradas. As crianças sofrem com a perda de seus lares, seus sonhos, suas vidas, sua esperança, sua infância. Esta é a dura realidade da guerra.

No Brasil não há guerra como a que houve no Vietnã, ou mesmo como a que ocorre agora na Síria, embora o trânsito, o tráfico de drogas, a corrupção, a saúde e a segurança púbica nos imponha um ambiente de guerra. Mas no Brasil, neste exato momento, há uma guerra sendo travada. Esta guera a despeito de não apresentar claramente suas armas, têm de igual forma, destruído lares, sonhos, vidas e a infância de muitas crianças: A guerra contra a família.

Vivemos uma época de total perversão dos valores morais. Na atualidade vestido de um hipócrita "politicamente correto", vemos a família, a célula central de uma sociedade sadia, ser atacada. A família é indiscriminadamente atacada por todos os tipos de açoites: A liberação sexual, feminismo, homossexualidade, relativismo ético, entre outras filosofias que têm sido divulgadas e impregnadas nas mentes das pessoas como solução para caos em que a própria sociedade caminha.

O Casamento é apresentado como modelo falido por novelas, filmes, revistas, jornais, e outros tantos meios de mídia. As pessoas são levadas a torcer para que o mocinho, traia a sua esposa (neste caso sempre a vilã), com a mocinha bonita, de origem pobre, mas muito batalhadora. E com o mote de que o que importa é ser feliz, as pessoas, de maneira egoístas e egocêntricas, tomam suas decisões sem levar em consideração as consequências que isto trarão a elas mesmas, aos outros, e principalmente às crianças.

O golpe mais recente dado pela maior emissora de televisão de nosso Brasil, foi a clara apologia a bigamia ou poligamia. (Já escrevi em outros textos sobre o mal que a mídia tem feito a nós, e como ela nos manipula)

Mas voltando a guerra e suas consequências, vejo hoje nos rostos de algumas crianças a tristeza, e em suas atitudes o fruto de um processo de separação entre seus pais. Para mim, não há nada mais triste do que ver  o olhar desapontado, perdido e desesperançoso de uma criança que vê seus pais em processo de separação. Eu me lembro que aos 13 anos, quando os pais de um grande amigo meu se separaram, eu chorei como se fossem os meus pais que estivessem passando por aquele processo, pois comumente estava na casa dele, e tinha um respeito grande pelo seus pais.

É pura balela a falácia de que a criança, quando seus pais se casarem novamente ganharão mais um pai e uma mãe. Não foi assim que Deus determinou!!! A criança não precisa e não quer dois pais e duas mães, ela precisa de um pai e uma mãe que a ensine a servir a amar a Deus, lhe ensine a amar e respeitar o próximo, ela precisa de um lar ajustado, com um ambiente sadio, onde ela possa crescer segura. Os governantes, a sociedade, eu e você devemos lutar por isto.

Estamos em guerra, a família está em guerra, uma guerra silenciosa, mas que tem roubado de nossas crianças a sua infância. E assim, caminhando cambaleante, a sociedade vai se deteriorando, sem valores, sem referencial, sem norte.

Neste contexto de guerra, só nos resta ir para o combate, de posse das armas que temos, a Bíblia, palavra de Deus, lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho. De posse de uma cosmovisão bíblica, de posse de uma postura coerente entre o que cremos e fazemos, devemos nos lançar contra estes ataques, tentando influenciar este Brasil, e o mundo.

O silêncio nestas horas é tão maléfico quanto a ação daqueles que tem covardemente atacado à família.
Afinal alguém já disse sabiamente: "O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons".

Que Deus nos ajude neste luta, pelo bem das nossas crianças, por uma sociedade menos doente e caótica, e principalmente para a glória do nome de Deus.

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