terça-feira, 23 de agosto de 2011

Por favor, me dê um real de evangelho

Vivemos em tempos de superficialidade. Nossas vidas hoje são tão profundas quanto uma poça de água retida em uma tampa de garrafa. Temos centenas de “amigos” no Facebook®, Google+®, Orkut® entre tantos outros sites de relacionamento, mas não conseguimos, muitas vezes abrir um diálogo com o nosso vizinho de porta, ou de condomínio, o máximo que fazemos, quando fazemos é dar um bom dia, boa tarde, boa noite, ou fazer um comentário sobre a chuva ou o trânsito, nos “eternos” minutos que passamos dentro do elevador.

Em relação à vida cristã esta superficialidade também pode ser notada, o fato é que nós cristãos, especialmente os brasileiros, temos vivido um evangelho também de superficilidade, um evangelho de conveniência, de relacionamento social, sem permitir que este evangelho adentre ou interfira em todas as áreas de nossas vidas. O resultado disto é que temos sido uma mistura fraca de areia com algumas pitadas de sal.

Perdemos o senso de peregrinos, perdemos a percepção que a nossa vida não se resume a este mundo. Falamos como cristãos, mas vivemos como se não fóssemos. Nos alegramos mais quando nossos filhos são aprovados no vestibular, ou se seam bem na escola, ou recebem uma promoção no trabalho, do que quando eles testemunham do amor de Cristo em suas vidas.

Lendo um estudo sobre os filipenses vi um texto transcrito do D. A. Carson:

“Eu gostaria de comprar mais ou menos três dólares de evangelho, por favor. Não muito – apenas o suficiente para me fazer feliz, mas não demais que eu fique dedicado. Eu não quero tanto evangelho que eu aprenda realmente odiar a cobiça e a luxúria. Certamente não quero tanto que começe a amar os meus inimigos, prezar a autonegação, e contemplar o serviço missionário em alguma cultura diferente. Eu quero êxtase, não arrependimento; transcedência, não transformação. Eu gostaria de ser querido por pessoas gentis, perdoadoras e de mente aberta, mas eu mesmo não quero amar aqueles de diferentes raças – especialmente se tiverem cheiro. Eu gostaria de evangelho o suficiente para fazer a minha família segura e meus filhos bem comportados, mas não tanto que eu descubra minhas ambições redirecionadas ou minhas doações por demais alargadas. Eu gostaria de levar três dólares de evangelho, por favor.”

A grande questão é: Você está disposto a sair da superficialidade do seu cristianismo de conviniência para viver ainda sob penalidades do mundo de maneira profundamente agradável a Deus?

Findo esta postagem com dois versículos que muito bem a resumem:

“E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.” Mateus 10:38
”E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” Lucas 14:27

Que Deus nos abençoe nos fazendo viver do modo digno da vocação a qual fomos chamados.

Um comentário:

maninho lyra disse...

E complemento, Lucas 9:62. E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.